Ações da BRF e JBS disparam em meio a rumores sobre gripe suína na China

Por Danielle Fonseca

São Paulo – As ações dos frigoríficos BRF, JBS e Marfrig disparam hoje e registram as maiores altas do Ibovespa após uma série de notícias positivas para o setor. Os papéis já abriram em fortes altas em meio a uma subida generalizada nos preços de commodities depois que a China e os Estados Unidos decidiram retomar negociações comerciais. No entanto, aceleraram ganhos em meio a rumores de que a gripe suína africana pode ter impacto maior que o esperado no rebanho chinês.

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Às 17h45 (horário de Brasília), as ações da BRF (BRFS3) subiam 8,36%, a R$ 31,99, enquanto as da JBS (JBSS3) avançavam 5,70%, a R$ 22,43. Já os papéis da Marfrig (MRFG3) tinham alta de 3,81%, a R$ 6,53, e as da Minerva (BEEF3) subiam 2,01%, a R$ 8,11.

Segundo reportagem da agência de notícias “Reuters”, fontes afirmam
que até metade dos suínos reprodutores da China morreu de peste suína
africana ou foi sacrificada devido à disseminação da doença, o dobro do que mostram os números oficiais do país. A previsão é que isso possa elevar a demanda por importações e impactar preços de proteínas em todo o mundo.

Corretoras já vinham recomendando os papéis diante dos impactos da peste na China. Segundo relatório do BTG Pactual da última sexta-feira, a estimativa era de uma redução de cerca de 30% da oferta chinesa de suínos nos próximos dois anos, o que estima que levaria a um aumento do preço global de proteína de até 5,6% até 2020. “Para frigoríficos, especialmente para os verticalmente integrados, pode refletir inteiramente nos seus fluxos de caixa e representar ganhos massivos”, afirmaram os analistas do banco.

Além da notícia sobre gripe suína, o dia já era positivo para ações
ligadas a commodities, já que o cessar-fogo entre China e Estados Unidos
aumenta esperanças de um acordo comercial, o que é positivo para a economia chinesa, maior consumidora mundial de diversas commodities.

Para o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, o setor ainda pode se beneficiar do acordo entre o Mercosul e União Europeia (UE) fechado na última sexta-feira, embora ainda estejam sendo definidas as cotas de exportações para a região. “Temos que ver os detalhes ainda, mas pode ser positivo”, afirmou.

Ainda no caso da BRF, uma reportagem do jornal “Valor Econômico” afirma que a empresa recebeu uma oferta de US$ 350 milhões por ativos no Oriente Médio.

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