MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – Após subir com mais força no início da manhã, refletindo sinalizações positivas do Banco Central Europeu (BCE) e a aprovação do projeto de lei sobre saneamento no Senado, o Ibovespa está desacelerando ganhos com uma realização de lucros em alguns papéis. Também seguem algumas incertezas em torno da guerra comercial e é aguardada a votação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a venda de ativos de estatais sem autorização do Congresso nesta tarde, o que pode beneficiar os papéis da Petrobras.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,40% aos 96.390,27 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 5,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2019 apresentava avanço de 0,03% aos 96.435 pontos.

“O Draghi falou que vai fazer o que for necessário, sinalizando, de certa forma, que pode flexibilizar a política monetária e o mercado reagiu em função disso”, afirmou o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira. Após o BCE manter a taxa de juros, Draghi disse que a autoridade monetária está pronta para agir caso necessário, dando um recado ao mercado semelhante ao do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) nesta semana, diante de temores de uma desaceleração global em função de possíveis impactos da guerra comercial.

Porém, as bolsas norte-americanas têm variações modestas hoje e a tensão comercial segue no foco, sendo que o México e os Estados Unidos terminaram sem acordo uma reunião ocorrida ontem sobre as tarifas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump sobre os produtos mexicanos. Já hoje, Trump disse que que vai decidir se aplicará tarifas a uma parcela ainda maior de bens importados da China apenas depois da reunião do G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes), nos dias 28 e 29 de junho, quando deve se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping.

No Brasil, por sua vez, foi aprovado há pouco no Senado o projeto de lei 3.261/2019, que altera o marco regulatório do saneamento básico. Investidores têm visto as aprovações de medidas no Congresso como um bom sinal para a aprovação da reforma da Previdência. A aprovação beneficia as ações da Sabesp, que chegaram a subir mais de 3% no início do pregão, porém, mostram um pouco de realização de lucros após altas também nos pregões anteriores.

Ainda é esperada a votação do STF, que volta a analisar a questão das estatais hoje, com o placar empatado em dois a dois até o momento. Para Bandeira, a expectativa é de que a venda de estatais sem autorização do Congresso seja aprovada, o que refletirá positivamente nos papéis da Petrobras, que têm variações tímidas no momento, depois de terem caído com fortes perdas dos preços do petróleo ontem. “As vendas da TAG pode destravar, assim com a possível venda de refinarias da Petrobras”, afirmou.

Investidores também ficarão atentos à articulação em torno da Previdência, com a expectativa agora de que o deputado Samuel Moreira (PSDB), deverá entregar o relatório na próxima semana, apesar do impasse se estados e municípios entrarão ou não no texto.

O dólar comercial exibe queda firme no mercado à vista em linha com o mercado externo, onde a divisa estrangeira perde força frente às principais moedas pares e de países emergentes, reagindo ao discurso do presidente do BCE após a decisão de política monetária na zona do euro. Aqui, investidores seguem de olho na política local e nos desdobramentos da reforma da Previdência.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,48%, sendo negociado a R$ 3,8770 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2019 apresentava recuo de 0,09%, cotado a R$ 3,884.

A economista da Capital Markets, Camila Abdelmalack, destaca que o discurso do presidente do BCE, Mario Draghi, fez o euro ganhar força frente ao dólar e “respingou” nos demais mercados após reforçar que a política monetária na zona do euro deve seguir inalterada. “Antes, ele dizia que os juros ficariam inalterados até o fim deste ano. Agora, o discurso trouxe sinais de que a taxa juros ficará estável por mais tempo, até o primeiro semestre ano que vem”, comenta.

Após a reunião de política monetária, Draghi declarou que “não é correto que a orientação futura do BCE está inclinada para a tendência de alta” de juros quando questionado se era provável que o próximo passo da autoridade monetária seja uma alta de juros.

Aqui, investidores seguem de olho na política local, principalmente, com os desdobramentos em torno da reforma da Previdência em meio a votações de pautas importantes no Congresso e a discussão em torno das privatizações no STF. O relator do texto da Previdência, Samuel Moreira, deverá entregar o relatório na próxima semana, mas segue o impasse se estados e municípios entrarão ou não, lembra o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi.

A economista pondera, porém, que a leitura do mercado é de um “esforço” em incluir estados e municípios. “Os desdobramentos estão sendo positivos”, diz. Outra pauta no radar de investidores é o rumor de flexibilização do teto de gastos após uma possível aprovação da reforma, o que gerou mau humor na reta final dos negócios no pregão de ontem levando o dólar a renovar máximas sucessivas chegando a operar acima de R$ 3,90. Porém, as informações foram desmentidas ontem mesmo pelo Ministério da Economia.

“Qualquer flexibilização dá espaço para fazer alguma coisa que comprometa a economia. E não é momento de falar disso. Por isso, o mercado reagiu tão negativamente”, avalia Camila.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em queda, influenciadas pelo recuo do dólar e pelo ambiente externo, após o BCE mostrar-se pronto para agir com mais estímulos monetários. Ainda assim, o movimento de devolução de prêmios mostra-se dividido entre a cautela com a política local e as chances de corte na Selic.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,27%, de 6,28% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 6,42%, de 6,48% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 estava em 7,32%, de 7,44%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,88%, de 8,01%, na mesma comparação.

Após subir com mais força no início da manhã, refletindo sinalizações positivas do Banco Central Europeu (BCE) e a aprovação do projeto de lei sobre saneamento no Senado, o Ibovespa está desacelerando ganhos com uma realização de lucros em alguns papéis. Também seguem algumas incertezas em torno da guerra comercial e é aguardada a votação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a venda de ativos de estatais sem autorização do Congresso nesta tarde, o que pode beneficiar os papéis da Petrobras.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,40% aos 96.390,27 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 5,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2019 apresentava avanço de 0,03% aos 96.435 pontos.

“O Draghi falou que vai fazer o que for necessário, sinalizando, de certa forma, que pode flexibilizar a política monetária e o mercado reagiu em função disso”, afirmou o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira. Após o BCE manter a taxa de juros, Draghi disse que a autoridade monetária está pronta para agir caso necessário, dando um recado ao mercado semelhante ao do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) nesta semana, diante de temores de uma desaceleração global em função de possíveis impactos da guerra comercial.

Porém, as bolsas norte-americanas têm variações modestas hoje e a tensão comercial segue no foco, sendo que o México e os Estados Unidos terminaram sem acordo uma reunião ocorrida ontem sobre as tarifas anunciadas pelo presidente norte-americano Donald Trump sobre os produtos mexicanos. Já hoje, Trump disse que que vai decidir se aplicará tarifas a uma parcela ainda maior de bens importados da China apenas depois da reunião do G-20 (grupo que reúne economias mais industrializadas e países emergentes), nos dias 28 e 29 de junho, quando deve se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping.

No Brasil, por sua vez, foi aprovado há pouco no Senado o projeto de lei 3.261/2019, que altera o marco regulatório do saneamento básico. Investidores têm visto as aprovações de medidas no Congresso como um bom sinal para a aprovação da reforma da Previdência. A aprovação beneficia as ações da Sabesp, que chegaram a subir mais de 3% no início do pregão, porém, mostram um pouco de realização de lucros após altas também nos pregões anteriores.

Ainda é esperada a votação do STF, que volta a analisar a questão das estatais hoje, com o placar empatado em dois a dois até o momento. Para Bandeira, a expectativa é de que a venda de estatais sem autorização do Congresso seja aprovada, o que refletirá positivamente nos papéis da Petrobras, que têm variações tímidas no momento, depois de terem caído com fortes perdas dos preços do petróleo ontem. “As vendas da TAG pode destravar, assim com a possível venda de refinarias da Petrobras“, afirmou.

Investidores também ficarão atentos à articulação em torno da Previdência, com a expectativa agora de que o deputado Samuel Moreira (PSDB), deverá entregar o relatório na próxima semana, apesar do impasse se estados e municípios entrarão ou não no texto.

O dólar comercial exibe queda firme no mercado à vista em linha com o mercado externo, onde a divisa estrangeira perde força frente às principais moedas pares e de países emergentes, reagindo ao discurso do presidente do BCE após a decisão de política monetária na zona do euro. Aqui, investidores seguem de olho na política local e nos desdobramentos da reforma da Previdência.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,48%, sendo negociado a R$ 3,8770 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2019 apresentava recuo de 0,09%, cotado a R$ 3,884.

A economista da Capital Markets, Camila Abdelmalack, destaca que o discurso do presidente do BCE, Mario Draghi, fez o euro ganhar força frente ao dólar e “respingou” nos demais mercados após reforçar que a política monetária na zona do euro deve seguir inalterada. “Antes, ele dizia que os juros ficariam inalterados até o fim deste ano. Agora, o discurso trouxe sinais de que a taxa juros ficará estável por mais tempo, até o primeiro semestre ano que vem”, comenta.

Após a reunião de política monetária, Draghi declarou que “não é correto que a orientação futura do BCE está inclinada para a tendência de alta” de juros quando questionado se era provável que o próximo passo da autoridade monetária seja uma alta de juros.

Aqui, investidores seguem de olho na política local, principalmente, com os desdobramentos em torno da reforma da Previdência em meio a votações de pautas importantes no Congresso e a discussão em torno das privatizações no STF. O relator do texto da Previdência, Samuel Moreira, deverá entregar o relatório na próxima semana, mas segue o impasse se estados e municípios entrarão ou não, lembra o analista da corretora Mirae Asset, Pedro Galdi.

A economista pondera, porém, que a leitura do mercado é de um “esforço” em incluir estados e municípios. “Os desdobramentos estão sendo positivos”, diz. Outra pauta no radar de investidores é o rumor de flexibilização do teto de gastos após uma possível aprovação da reforma, o que gerou mau humor na reta final dos negócios no pregão de ontem levando o dólar a renovar máximas sucessivas chegando a operar acima de R$ 3,90. Porém, as informações foram desmentidas ontem mesmo pelo Ministério da Economia.

“Qualquer flexibilização dá espaço para fazer alguma coisa que comprometa a economia. E não é momento de falar disso. Por isso, o mercado reagiu tão negativamente”, avalia Camila.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em queda, influenciadas pelo recuo do dólar e pelo ambiente externo, após o BCE mostrar-se pronto para agir com mais estímulos monetários. Ainda assim, o movimento de devolução de prêmios mostra-se dividido entre a cautela com a política local e as chances de corte na Selic.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,27%, de 6,28% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 6,42%, de 6,48% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 estava em 7,32%, de 7,44%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,88%, de 8,01%, na mesma comparação.